Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Inocênte de Quê?

"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a Justiça" - Henry Menchen

"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a Justiça" - Henry Menchen

Inocênte de Quê?

23
Mar22

176 - Considerações 6

António Dias

 

Terror.jpg

176

Não foram respeitados princípios fundamentais de uma sociedade democrática regida pela leiNum estado de direito não é tolerável que o juiz seja o que fala mais num julgamento. Do ponto de vista do direito penal, houve uma alteração substancial dos factos, prejudicando o direito de defesa do réu, não dando ao arguido a possibilidade de se defender em relação ao novo crime. O MP usou todo o tipo de esquemas para ocultar provas. Procurou obter meios de prova de toda a maneira e feitio, mesmo em detrimento dos direitos fundamentais do arguido num Estado de direito. O MP é uma entidade insindicável e jurisdicionalmente incontrolável. O MP pensa que pode fazer o que quer na fase de inquérito, porque só está sujeita ao juiz na fase seguinte. A imposição da pena foi feita através de um processo injusto e não equitativo. No início do julgamento já havia um criminoso, mas andavam todos à procura do crime. O julgamento já estava armadilhado, pois o tribunal já tinha decretado a culpa do arguido. A sentença é um horror literário e um pavor semântico. 

12
Mar22

175 - Considerações 5

António Dias

Juiz.jpg

175

A verdade carrega um peso que nenhuma mentira pode falsear. O Acordão tem erros, irregularidades e ilegalidades, que foram feitas ao longo do processo de julgamento, decisões que não são compreensíveis à luz do que foi dito, e documentado em tribunal. Para haver acção criminal por dano tem de haver um conjunto de factos concretos que conduzam a determinado resultado, mas neste julgamento fizeram constar de documentos factos que não correspondiam à verdade. O Vitor disse a verdade conveniente para o Juiz e não a verdadeira, por isso ojuiz violou os deveres de correcção, imparcialidade e reserva, falando muitas vezes em nome da acusação. A Justiça pode ser cega, os juízes não!

“Em Portugal, devido a uma cultura de formalismo, às vezes de preguiça em ir às questões substanciais, de fazer justiça erra-se vezes demais.” – Ricardo Sá Fernandes

06
Mar22

174 - Julgamento - Considerações 4

António Dias

Coca cola.jpg

174

A tese do MP foi falsa, injusta e absurda. Constitucionalmente o juiz deveria estar acima das partes e defender a garantia de todos, mas revelou-se um justicialista. Mostrou um inqualificável abuso de poder, e falta de educação, ao dirigir-se para uma testemunha da defesa e dizer em tom sarcástico: “Era a hora Coca-Cola Ligth”! Ou seja, insultou-a chamando-a tarada. Neste julgamento não foi contado o que estava certo e justo, mas sim uma história escrita em conjunto, num gabinete de alguma catacumba, entre o MP e o juíz, que o armadilharam, decretando a culpa do arguido mesmo antes dele começar.

“Há algo maior que o poder que se chama justiça” – André Malraux

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub