Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Inocênte de Quê?

"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a Justiça" - Henry Menchen

"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a Justiça" - Henry Menchen

Inocênte de Quê?

28
Jul19

58 - Julgamento - Primeira Audiência - 4ª Testemunha

António Dias

Jura.jpg

 

58

Testemunha 4

 Sílvia Carvalho

(54 minutos e 38 segundos)

 

Juiz – Faça favor de dizer o seu nome completo!

Testemunha – Sílvia Carvalho.

Juiz – Estado civil?

Sílvia Carvalho – Casada!

Juiz – Profissão?

Sílvia Carvalho – Solicitadora!

Juiz – Que idade é que a senhora tem?

Sílvia Carvalho – 49!

Juiz – A senhora mora nesta praceta e a avaria era da sua caixa de esgoto?

Sílvia Carvalho – Não!

Juiz – Não era?

Sílvia Carvalho – Não, o esgoto vinha de cima …

Juiz - …tá bem, mas foi dentro da sua caixa que tinha o problema?

Sílvia Carvalho – Sim!

Juiz – E resultou na intervenção do SMAS!

Sílvia Carvalho – Exatamente, ou seja, nós … sim!

Juiz – Foi no vosso jardim que ocorreu o problema que resultou na intervenção do SMAS, tiveram de pôr a tal mangueira.

Sílvia Carvalho – Exatamente!

Juiz – Jura que está a dizer a verdade ao tribunal?

Sílvia Carvalho – Juro!

Juiz – Então faz o favor de se sentar. Senhora Procuradora!

20
Jul19

57 - Julgamento - Primeira Audiência - 3ª Testemunha

António Dias

Testemunha.png

 

57

Testemunha 3

Carlos Pedroso

(2 minutos e 12 segundos)

 

Juiz – Diga-me o seu nome completo, se faz favor!

Testemunha – Carlos Pedroso.

Juiz – Estado civil?

Carlos Pedroso – Casado!

Juiz – Profissão?

Carlos Pedroso – Encarregado Operacional do SMAS!

Juiz – Que idade é que você tem?

Carlos Pedroso – 47 anos!

Juiz – Diz que é funcionário do SMAS?

Carlos Pedroso – Sim!

Juiz – Esse facto não o impede de dizer a verdade ao tribunal?

Carlos Pedroso – Não!

Juiz – Jura por sua honra dizer a verdade ao tribunal?

Carlos Pedroso – Sim!

Juiz – Faça favor de se sentar. Senhora doutora!

Advogada da Assistente – Com a devida vénia Meritíssimo Juiz, muito boa tarde. Senhor Carlos, o senhor sabe porque é que está aqui hoje, na qualidade de testemunha?

Carlos Pedroso – É por causa de um problema com as mangueiras que houve ali em Paço de Arcos.

Advogada da Assistente – É assim, as testemunhas anteriores já nos contextualizaram relativamente à situação. O senhor presenciou alguma coisa, relativamente aqui ao arguido?

Carlos Pedroso – Não!

Advogada da Assistente – Sabe se foi o arguido?

Carlos Pedroso – Não!

Advogada da Assistente – Não sabe.

Carlos Pedroso – Não vi, não sei quem foi.

Advogada da Assistente – Não sabe quem foi. Diga-me só uma coisa, mas o senhor foi chamado, o senhor …

Carlos Pedroso - … sim, sim, com o SMAS cheguei a ir mais do que uma vez.

Advogada da Assistente – Mais do que uma vez! Quantas vezes é que o senhor foi ao local?

Carlos Pedroso – Umas dúzias de vezes!

Advogada da Assistente – Mas datas em concreto, lembra-se?

Carlos Pedroso – Não tenho precisão das datas, 2012, mas não tenho precisão das datas, … Setembro, Outubro …

Advogada da Assistente - … também não consegue ajudar o tribunal quanto a essa situação …

Carlos Pedroso - … em relação a datas não!

Advogada da Assistente – Pronto, mais nada. Nós vamos oficiar a entidade para nos facultar o relatório …

Juiz - … o relatório!

Advogada da Assistente – Mais nada, obrigado!

Juiz – senhora doutora, posso encarrega-la de arranjar o relatório do registo das ocorrências, das idas ao local …

Advogada da Assistente - … eu tomei a devida nota e …

Juiz - … para junto dos serviços arranjar o relatório para não termos necessidade de lá ir …

Advogada da Assistente - … sim, parece-me mais fácil.

Juiz – Faça favor senhora doutora.

Advogada da Assistente – Não tenho mais perguntas.

Juiz – Senhor doutor!

Advogado do Arguido – Não tenho perguntas!

Juiz – Muito obrigado, boa tarde, pode ir à sua vida!

13
Jul19

56 - Julgamento - Primeira Audiência - 2ª Testemunha

António Dias

Não.jpg

 

56

Juiz – Senhor doutor!

Advogado do Arguido – Obrigado Sua Excelência, boa tarde senhor engenheiro, vou ter que repetir a pergunta que fiz há pouco ao seu colega do SMAS, que é, se sabe como é que o SMAS teve conhecimento de quem supostamente teria praticado os factos pelos quais está hoje aqui presente o arguido? Eu estou a fazer esta questão porque infelizmente ela deveria estar já respondida nesta altura …

Henrique Urbano … sim …

Advogado do Arguido - … só que, infelizmente, quer o Ministério Público quer o Tribunal, não se interessaram por isso e, portanto, eu tenho de tentar, e dá-me a ideia que não vai ser o senhor, nem o senhor José Bonito, que vai responder a esta questão, porque temos aqui uma entidade que está a denunciar factos pelos quais não sabe e não tem conhecimento direto. E, portanto, eu gostava de saber como é que isto começou, mas como parece que sou o único que tem interesse nisso, vou tentar falar com todas as pessoas do SMAS que aqui aparecerem para dizer se sabem.

Henrique Urbano – Certo! Aliás, quando fomos ouvidos pela PSP dissemos que não vimos ninguém a mexer na mangueira, nem a cortar a mangueira. As alegações que fizeram foi a informação de que eu tive do que o engenheiro Vítor Carvalho, que terá tido meios na altura para poder ver quem era o senhor que estaria a mexer na mangueira e a cortar a mangueira. É essa a informação que eu tenho.

Advogado do Arguido – Não faz a ideia de quais os meios que ele utilizou?

Henrique Urbano – Não, nunca os vi.

Advogado do Arguido – Se calhar o senhor engenheiro também não sabe como é que isto se processa dentro do SMAS? Eu sei, supostamente eu sei que alguém fez alguma coisa que terá praticado um dano em relação ao SMAS. Como é que isto se processa a partir do momento em que o SMAS tem conhecimento, quem é que sabe, quem é que não sabe, o que é que é registado, o que é que não é registado, nós não fazemos a mínima ideia. Que conhecimento é que o SMAS teve para avançar com esta denúncia?

Henrique Urbano – Pois não sei se teve acesso a imagens ou a filmes, não é …

Advogado do Arguido - … pois é que as imagens, eu não quero outra vez voltar às imagens, porque é assim, são três meses mais ou menos …

Henrique Urbano - … eu não as vi …

Advogado do Arguido - … setembro, outubro e novembro, e tem aí uns segundos de imagens e, portanto, o senhor é claro, também não viu as supostas imagens …

Henrique Urbano - … não vi, não vi …

Advogado do Arguido - … muito obrigado, é só isto, Vossa Excelência!

Juiz – É tudo?

Advogado do Arguido – É!

07
Jul19

55 - Julgamento - Primeira Audiência - 2ª Testemunha

António Dias

Nota.jpg

 

55

Henrique UrbanoCinquenta euros!

Advogada da Assistente – Cinquenta?

Henrique Urbano – Sim! Depende do comprimento.

Advogada da Assistente – Não sabe qual era o comprimento que ele tinha?

Henrique Urbano – À volta de vinte e cinco metros, trinta.

Advogada da Assistente – E cinquenta euros era suficiente?

Henrique Urbano – Sim!

Advogada da Assistente – Está bem, pronto. Para além disto fala então nos 1700 euros, que diz respeito às deslocações. Era a isso que se referia?

Henrique Urbano – Sim, fizemos um apanhado na altura das idas, deslocações, o preço à hora, do camião, consumo, e chegámos na altura a esse valor.

Advogada da Assistente – Quando fala nos 1700 euros então contabilizaram estas cinco deslocações, é isto?

Henrique Urbano – Sim!

Advogada da Assistente – Contando com o corte?

Henrique Urbano – Eventualmente não foram contabilizados os danos no interior da moradia, que não nos diz respeito.

Advogada da Assistente – Senhor engenheiro, diga-nos uma coisa, há algo que me causa umas certas dúvidas, ajudar-me-á se o conseguir. É verdade que nós estamos aqui a falar de uma intervenção humana?

Henrique Urbano – Sim!

Advogada da Assistente – Em todas as situações, nestas cinco, sabe porque é que este senhor que está aqui sentado está a ser acusado? É porque disse que sabia do que se estava a tratar, e agora estou eu a dizer-lhe, o senhor que está aqui sentado, o senhor António Miranda, imputa-se a ele a prática destes factos. Sabe alguma coisa sobre isto, porque não o viu?

Henrique Urbano – Não, não vi nenhuma das vezes, não sei quem foi, falei muitas vezes com o engenheiro António Carvalho, que disse realmente que era este senhor.

Advogada da Assistente – António Carvalho ou Vítor Carvalho?

Henrique Urbano – Vítor, Vítor …

Advogada da Assistente - …Vítor Carvalho …

Henrique Urbano - … proprietário da moradia.

Advogada da Assistente – Muito bem, muito obrigada senhor engenheiro. Obrigada Meritíssimo.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub