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Inocênte de Quê?

"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a Justiça" - Henry Menchen

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Inocênte de Quê?

19
Set20

116 - Julgamento - Alegações Finais (Assistente SMAS)

António Dias

 

Aldrabão.jpg

116

Assistente SMAS

4 minutos e 37 segundos

Assistente SMAS -  Apresento em primeiro lugar os meus cumprimentos a este tribunal na pessoa de V. Exa., aos ilustres colegas e demais presentes. Em primeiro lugar devolvo desde logo nas alegações que foram aqui proferidas pela digníssima magistrada do MP, as quais são detalhadas, fazem uma súmula, um resumo também ele detalhado da prova que foi produzida em julgamento, e culminam pelo pedido de condenação da prática do crime de que vem acusado o arguido António Miranda, pelo que pouco mais haverá a acrescentar a estas alegações. No entanto gostaria de fazer só alguns, algumas, ainda alguns breves comentários. É verdade que foi feita prova, da prova produzida resultou pelo menos claro, ou demasiado evidente, que o SMAS fez as intervenções que vêm referidas quer na denúncia, quer na acusação, ou seja, foram, o arguido utilizou, ou aquelas mangueiras, aquelas condutas que estavam no local, retirou-as do local, causou o derrame dos resíduos que por elas passam, e por último cortou e causou dano na mangueira, quando já se utilizava um sistema alternativo. A prova quanto a essas intervenções é por demais evidente. Quanto à intervenção do arguido, ficou claro, como é óbvio, a deslocação das mangueiras e o corte da mangueira. A prova através do depoimento da testemunha Vítor Carvalho, quer através das imagens, demonstram claramente que este arguido fez propositadamente quer o desvio da mangueira, quer o corte da mesma para chatear, causar dano, etc., por uma má relação com os vizinhos desta moradia. Tentou ainda o arguido claramente, de uma forma desesperada, fazer prova de uma putativa responsabilidade por estes danos feita pelos jardineiros através de duas testemunhas, pese embora que nem sequer  conseguiram demonstrar que àquela hora estariam nos locais, porque ou trabalhavam, ou não tinham o hábito de estar à janela, mas estranhamente não sabem nada do que se passa na praceta, não se apercebem do cheiro nauseabundo que estava na praceta por causa da, daqueles derrames provocados pela atuação do arguido, mas todas elas sabiam estranhamente que o jardineiro ia àquela hora e saía àquela hora, pese embora uma delas nem sequer estivesse em casa a essa hora porque estava a trabalhar. É claro que tentou aqui por parte do arguido imputar esta responsabilidade, pelo menos criar a ideia que poderia ter sido criado o dano pelos jardineiros que cuidavam do jardim do senhor Vítor Carvalho e mulher, tentando afastar assim a responsabilidade. Claramente estas duas testemunhas vieram aqui de forma desesperada tentar justificar o não comportamento, ou não prática dos factos por parte do arguido, mas tais depoimentos não foram no mínimo sequer credíveis, muito menos quando a testemunha tanto diz que vai passear com o marido, neste caso a testemunha mulher do senhor, do arguido, tanto ia passear com ele todas as sextas feiras à tarde, esquecendo-se depois de que já não estaria no verão, e diz que também fazia à chuva, mas entretanto já estava no centro comercial, entretanto o cão que ia passear também já estava no carro dentro do centro comercial, todo um depoimento que era uma confusão em tom temântico pegada, não tinha qualquer nexo porque certamente se percebeu, e creio que o tribunal também terá percebido que estas testemunhas mentiram numa tentativa desesperada de tentar não justificar a não imputação destes factos ao arguido. É, pelo menos para a Assistente, por demais evidente, que os factos foram praticados pelo arguido, pelo que o mesmo deve ser condenado nos exatos termos peticionados pelo MP, e que vêm previstos na própria acusação, assim se fazendo justiça relativamente à parte criminal. No que concerne ao pedido de indemnização cível, foi também feita prova exaustiva sobre os prejuízos causados pelo arguido ao Assistente SMAS, ou seja, relativamente às roturas há prova documental para o efeito, houve prova testemunhal sobre as intervenções, os prejuízos estão também por demais provados, pelo que dá também ao arguido ser condenado na parte cível, no pedido de indemnização cível, nos termos em que são peticionados pela Assistente. Creio assim em suma que o Assistente entende que o arguido deverá ser condenado pela prática do crime e condenado pelos prejuízos causados e descriminados no pedido de indemnização cível, assim fazendo a acostumada justiça, que é apanágio de V. Exa.. Muito obrigado!

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